Corpo, Mente e Espírito

entrelaçados em infinito perfeito

Iyengar Yoga em Porto Alegre

25/agosto/2010 por Gisele de Menezes

Vejam os cartazes de divulgação do workshop e do aulão que serão ministrados por Camila de Lucca em Porto Alegre:

aulao camila

workshop Camila

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Contemplação

26/julho/2010 por Gisele de Menezes

Compartilho com meus irmãos, um trabalho que meu instrutor de Yoga passou para ser vivenciado em um período de sessenta dias, vivendo em uma cidade como Porto Alegre. Ele sugeriu que exercitassemos nossa capacidade inteligente de contemplar.

Entendendo que seres inteligentes tem justamente esta faculdade para apreciarem a manifestação, gostei muito de ser solicitada para esta atividade de atenção.

Como vivo em uma grande cidade, o que já citei acima, inicialmente busquei algumas oportunidades para o exercício de contemplação. Uma delas foi a escolha de uma pausa em um dia comum e atribulado de afazeres, onde me coloquei em frente a uma flor.

Como descrever uma expressão do Espírito em beleza?

A flor se apresentou aos meus olhos em forma, Luz/cor, textura, cheiro. Percebi que não podia prová-la ou saboreá-la e nem escutá-la. Neste momento, ao perceber o quê de mim estava ativo e o quê da flor estava à ser percebido, lembrei-me da grande ciência espiritual Védica, o Samkhya. Este é o sistema de enumeração que descreve os princípios cósmicos primários.  Estas enumerações denominam-se tattvas e são em número de 24. Destes princípios, conectei, contemplando a flor, com alguns. Dos cinco grandes elementos, os pancha Maha bhutas, conectei com três e para percebê-los, contemplei outros. São eles:

Terra ou Prithivi pelo gnanendriya (órgão de percepção e conhecimento) nariz/olfato. Ar ou Vayu, pelo gnanendriya pele/tato. E ainda, o maha buttha Fogo, ou Agni, pelo gnanendriya olhos/Luz. Percebi que as manifestações vibram mais para um ou outro chakra. No caso do elemento Terra - muladhara, do Ar - anahata e do elemento Fogo – manipura. Depois de um certo tempo contemplando, entendi que tudo o que tivesse Luz, cheiro ou textura, me desencadearia ao estado contemplativo.  Esta foi a parte boa.

Segui cumprindo meus afazeres ao longo dos dias que foram passando e confiei que meus sentidos de percepção, os gnanendriyas citados acima, me guiariam.

Em uma tarde no hospital, acompanhando meu filho que encontrava-se cheio de manchas na pele das mãos e pés, ao aguardar para ser atendida, um moço que também esperava por algo no ambiente hospitalar, me chamou a atenção. Ele fumava um cigarro e a brasa do mesmo me capturou à contemplação. Fiquei muito atenta e passei a ver à minha volta, pessoas sofridas, doentes, cansadas, desentendidas, temerosas, tristes e doloridas. Continuei contemplando, apenas enxergando e vi também, apesar de todas as dificuldades, pessoas trabalhando e querendo acreditar em dias melhores. Vi olhos brilhando, sorrisos, gentilezas e solidariedades. Ali fiquei muito agradecida por estar plena em minha Saúde e respirei profundamente.

Outro dia na inauguração de um espaço de Yoga, o verde da hortelã que foi colocada na Água transparente, também me chamou à contemplação. Ali vi pessoas que estavam muito felizes com uma escolha abençoada e próspera e fiquei feliz por ter em comum com elas o aprendizado do Yoga. Sentada em um canto na intenção de contemplar, ativei também o gnanerdriya ouvido e percebi o som. Este se propagava pelo espaço ou Éter/Akasha.

Em outro momento, enquanto caminhava de volta para casa, vindo de uma massagem em uma manhã fria, quando o vento soprou gelado e senti este toque em minha pele, senti Amor ao entender que tudo passa assim como o vento.

A pele é o órgão que está ligado ao elemento Ar/Vayu, e este lemento corresponde ao anahata chakra, o chakra do coração. Contemplei que quando nos percebemos como um corpo, envolto por um órgão como a pele, podemos nos sentir abraçados pelo Todo ao invés de separados Dele. Entendi que o Todo do qual fazemos parte nos Ama, é Amor, e por isso nos percebemos, simplesmente para sentir. Quando sentimos, sentimos para o Todo e criamos uma psicosfera de pensamentos/emoções. Ao criar à nossa volta essa psicosfera com nossos sentimentos, percepções e emoções, estamos criando nossa realidade, pois nos relacionamos integralmente com a realidade que criamos. Senti responsabilidade por cada pensamento e entendi o poder de escolha. Fiquei leve por já ter passado por muitos momentos e estar, naquele momento, assumindo a responsabilidade de Ser.

Contemplei que o que fica é exatamente o que contemplamos. Uma leve e desapegada sensação me preencheu, pois a contemplação é infinita, está ao nosso alcance, é uma escolha.

Hoje, início de um ano ou anel, Lua Harmônica Vermelha, de acordo com a contagem do calendário da Paz, compartilho alegremente uma montagem que fiz com a ajuda de uma amiga. Uma imagem muito parecida com esta, sincronicamente vi no evento pela Paz e pela Cultura do qual tive o prazer de participar. Foi na cidade de Canela/RS, no dia 25 de julho de 2010. Dia Estrela auto-existente.

Espiral de Mestres

Agradeço ao Guru interior que dá a Luz para percebermos todos os Gurus à nossa volta.

Om Namaha!

Om Tat Sat!

Hari AUM!

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Bandeira da Paz – Ano Novo Maia – dia-fora-do-tempo

22/julho/2010 por Gisele de Menezes

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“Passado, Presente e Futuro, guardados pelo círculo da Eternidade.”

“Religião, Arte e Ciência, protegidos pelo círculo da Cultura.”

“Tempo é Arte.”

Estar no Oriente e a cada dia interagir mais com a cultura local, nos faz pensar sobre – onde é o Oriente? Se o povo do Norte do Oriente como os mongois ou ladaks são tão iguais ao povo do Ocidente como os índios norte-americanos ou os bolivianos, onde aconteceu a separação?

Nossa idéia de separação é mais desastrosa do que podemos imaginar. Lá no Oriente, ao conviver com muçulmanos, hindus, budistas e ladaks e escutar seus cânticos tibetanos, ladaks, muçulmanos e sentir Amor em todas as crenças, sempre lembrava da bandeira da Paz. Ficava extasiada ao escutar o canto que saia das mesquitas muçulmanas em vários horários do dia e noite.  O som dos gonpas tibetanos é igualmente divino e se parece muito com o som dos xamãs da Sibéria. Enfim, todos cantam a “boa nova”, todos acreditam em dias melhores, todos sofrem com este final de ciclo tão escuro e cheio de medos.

Poderíamos estar unidos! Poderia a bandeira da Paz cumprir sua função de proteger todas as Artes, Religiões e Culturas! Mas uma bandeira pode apenas lembrar os homens. Por que os homens estão esquecidos?
Deus é Vontade e Criação, está em todas as partes, É tudo! Jesus falou desta onipresença,  falou que temos em nós, em nossos corações esta Verdade. Buda ensinou o caminho para dentro, para o encontro com esta força. Maomé falou da presença de Alah em todoas as coisas. Os xamãs falam do poder em nós, da cura ao nosso alcance. Os Maias conheciam os ciclos da Terra, a viagem espiralada pelo Cosmo. A Espiral da Vida!

Por que ainda permanecemos separados? Talvez se revessemos nossos conceitos de Tempo e Espaço, pudessemos sair deste “disco arranhado” onde a história parece se repetir.

Hoje, olhamos para o holocausto da segunda guerra e achamos tudo horrível, mas hoje, Agora, os palestinos vivem um holocausto. Será que vamos ter um futuro para lamentar o que acontece Agora? Será que nossa maneira de entender o Tempo nos faz ficar cruéis? Quem determinou esta divisão do sagrado Tempo em doze horas de sessenta minutos cada? Será que a intenção era de Paz? Por que ainda estamos marcando este tempo estressante que não respeita os rítmos biológicos?
Temos um mapa, um movimento pela Paz que pode nos ajudar a navegar no Tempo e Espaço, temos um sincronário, O TZOLKIN, o calendario dos Maias. Estes irmãos ancestrais, gente das estrelas como nós, deixaram um conhecimento sideral para ser entendido pela nossa sofrida civilização. Falo do movimento de mudança do entendimento do Tempo. O sincronário da Paz. Com ele, podemos seguir os ciclos da Terra e ganhar o nosso Verdadeiro Tempo.  Se o Tempo é a atmosfera de nossa Mente, é importante que entendamos o Tempo com clareza.

Tempo é Arte. No sincronário dos Maias os ciclos são Harmônicos, conta-se 13 meses perfeitos de 28 dias e um dia-fora-do-tempo que é correspondente ao dia 25 de julho. No dia 26 de julho, entramos no primeiro dia do ano Maia, este ano ou anel, Lua Harmônica Vermelha. Esta contagem encantada garante a clareza dos ciclos naturais da Mãe Terra.

O Planeta que habitamos é nossa nave, nossa única possibilidade de estar Aqui e Agora. Aqui, somos  as testemunhas da Criação. Esta condição de testemunhas da criação  está comprometida pela nossa ignorante desconexão.

Muitos guerreiros da Luz trabalham para resgatar nosso curso, um exemplo de trabalho manifestado em Arte é o de Nicholas Roerich. Ele canalizou e pintou a Bandeira da Paz e foi lider de um movimento pela Espiritualidade, Cultura e Paz em sua época. Ele também conseguiu em 1935, a assinatura de 21 países reconhecendo o dia 25 de julho como o dia mundial da Cultura e da Paz.

Hoje mais de 60 países já assinaram este tratado, é o Pacto Roerich pela Paz.

Se usarmos este dia, o dia 25 de julho, dia-fora-do-tempo, para desconectar do relógio mecânico e brincar, meditar, fazer Arte, jejum e recordar o ” Tempo Inteiro” que somos criação. E ainda se testemunharmos a delícia da Vida para o Criador em nós, talvez consigamos nos conectar com os ciclos naturais da Mãe Terra e assim abrir espaço para a ajuda que vem dos antepassados e da gente das estrelas.

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Nicholas Roerich canalizou a bandeira da Paz em uma pintura. Ela tem três esferas
vermelhas dentro de um círculo. Esta bandeira é usada pelos xamãs
siberianos, foi usada pelos templários e é o símbolo de Shamballa, lugar especial conhecido dos Lamas tibetanos e outros povos ancestrais que aqui chegaram há muito Tempo e sabiam que para lá voltariam.
“Funda teu caráter na ginástica e tua Alma na música.” Platão.”

“Que a grande Luz brilhe e que a Verdade nos permita olhar de frente para
Ela!”

Entre no site calendariodapaz.com.br e resgate seu Tempo Real.

Em Caxias do Sul, teremos uma programação pela Cultura e pela Paz durante todo o dia 25 de julho. Confira abaixo e participe.

9:13 hasteamento da bandeira da Paz com a participação do grupo CCOMA

14:13 Palestra sobre o calenário Maia,com Gisele de Menezes na sala de cinema

15:13 filme La Belle Verte, na sala de cinema

17:13 homenagem ao cidadão Caxiense, Vilmar Fagundes dos Santos

18:13 show com a Banda Velho Hippie, no zarabatana

19:13 Dj Cédrik Damábiah, no zarabatana

Centro Municipal de Cultura Dr. Henrique Ordovás Filho – Endereço: Rua Luiz Antunes, 312 – Bairro Panazzolo – Telefones: (54) 3218.6192 / 3901.1316
Prefeitura Municipal de Caxias do Sul – Secretaria Municipal da Cultura.

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Prece para o Golfo do México

5/julho/2010 por Gisele de Menezes

Ver a Mãe Terra sangrando está chocando as pessoas. Penso que o que está acontecendo no Golfo, apesar de triste para quem vê, é bom para clarear nossa visão e impulsionar nossa evolução. Todo aquele petróleo que parece afogar a vida marinha matando-a aos poucos, é um líquido vital para o Planeta, tem seu lugar vital no corpo da Mãe Terra. Apenas a forma como está sendo usado, ou seja, com a intervenção do homem, é que transformou o líquido em veneno. Nós estamos há muito tempo extraindo esta forma de energia e poluindo todo o meio ambiente. Este já era um problema grande, apenas não estávamos enxergando. Agora, com o líquido derramando aos nossos olhos, estamos vendo o quão sugadores somos.

Aproveito este post para indicar mais uma vez o filme La Belle Verte. Você pode vê-lo neste blog clicando aqui. Talvez ajude no processo evolutivo. Convido-o com Amor e respeito a se dar alguns instantes à possibilidade de evoluir. O filme é muito bom.
Abaixo divulgo uma oração que recebi por e-mail e achei que é uma boa forma de vibrar no Amor.

Ho’oponopono, Dr.Masaru Emoto – Prece para o Golfo

Dr. Masaru Emoto é o cientista do Japão que fez toda a pesquisa e publicações sobre as características da água. Entre outras coisas, sua pesquisa revelou que a água fisicamente responde às emoções. Muitas pessoas tem predominantemente emoções de raiva quando consideramos o que está acontecendo no Golfo. Embora essa emoção seja justificada, podemos ser de maior ajuda ao nosso Planeta e às suas formas de vida se, sinceramente, poderosamente, humildemente, fizermos a prece que o próprio Dr. Emoto propôs.

A PRECE

“Eu mando a energia de amor e gratidão às águas e a todas as criaturas viventes no Golfo do México e suas redondezas. Às baleias, golfinhos, pelicanos, peixes, mariscos, planctons, corais, algas… humanos… a TODAS as criaturas viventes…

Me perdoe.

Sinto muito.

Obrigado.

Te amo.”

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Vazamento no Golfo e o Mundo Vê a Copa

24/junho/2010 por Gisele de Menezes

Tudo se repete, fazemos questão de repetir, periodicamente caimos na burrice e alienação, mas agora…

O que fazer para estancar? Como fazer para limpar? Estou envergonhada de ter precisado e de ainda usar produtos e subprodutos do petróleo. Petróleo é o nome que demos ao sangue da Mãe Terra. Damos nome a tudo, tomamos posse e usamos o que nem sequer sabemos ser. O resultado de nossa ganância por mais e mais, agora grita aos nossos olhos jorrando sem parar como uma incontrolável emorragia. Quanto tempo a Natureza levará para renascer?  Pergunto, pois estamos morrendo.

O que fizemos? Onde chegamos? Somos uma sociedade que renegou a abundância divinamente oferecida sobre a Terra. Fomos cavar no escuro, violamos as profundezas para criar morte e um brilho plástico na superfície que nos encanta mais que o brilho do Sol. Ignoramos o brilho das estrelas, do orvalho nas flores e folhas refletindo a Luz do Sol. Ignoramos o brilho da Água translúcida do mar que agora, escurece a cada dia.  Somos renegados e nosso Carma se agranda.

Teremos que evoluir agora. Esta talvez seja a oportunidade para abaixarmos a cabeça, ver que erramos e, sem culpa, mas com responsabilidade, unidos, fazermos algo para reparar nosso erro. Da minha parte, posso orar, pedir aos céus que nos iluminem. Posso também não usar mais nada que venha do petróleo. Refletindo um pouco, nem esse teclado posso usar mais. Meu Deus, onde chegamos?

Se não fosse pelo empenho de alguns homens, nem saberíamos o tamanho da mancha preta que se alarga a cada instante.

Abaixo trago um vídeo que elucida o tamanho de nosso problema. Nele, o cientista e biólogo, visivelmente chocado, solicita que o governo como co-responsável, libere à população a informação exata. Imaginem que a BP, a empresa que extrai e lucra com o produto, está proibindo a área a “curiosos” que querem divulgar o desastre. A empresa não sabe como parar a “brincadeira” que deu errado e ainda quer abafar o problema sem precedentes na história da humanidade e no diário da Mãe Terra. O que é prioridade neste momento? Será que ainda vamos ver mais estupidez? Este é o maior crime de todos os tempos. Quais são os valores que nos guiarão enquanto humanidade?

O Planeta e toda a vida no Planeta pedem ajuda. Céus, ajudem-nos a não machucar mais a vida! Todos os reinos, ajudem-nos! Como teremos Paz se machucamos a Mãe Terra e matamos seus filhos?

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