Praticando Ásanas – Percepção do Esqueleto

Escrito em: 22 de Dezembro de 2019 por Gisele de Menezes

Coluna firme, músculos macios, atentos, provedores de sustentação, expansão, contração e relaxamento; felizes, indolores e dispostos ao restaurador descanso noturno. Assim sente o esqueleto após fazer uma boa prática de Ásanas ou posturas do Yoga.

Nervos vibrando em harmonia, produzindo internamente um eletrizante arrepio. Satisfação estimulante é o que define esta sensação. É delícia capaz de prover alegria, liberdade e rejuvenescimento.

Descrever como percebe o sempre presente esqueleto é um desafio delicado. É um sentir desde dentro.

Ao falar em ossos, logo me detenho a perceber as articulações. Afinal são elas que dão toda a graça ao esqueleto. Posso senti-las lubrificadas! Percebo-as envolvidas e protegidas pelas estruturas fibrosas – pura água livre de enrijecimento.

Nos espaços entre uma e outra respiração, a fina percepção resultante da prática que presenteia o praticante, é perceber a simetria das esquinas, encontros e confluências do firme e gracioso esqueleto. São linhas de fibras em espirais envolvidas confortavelmente por um líquido precioso e untuoso como gelatina morna. Saúde, nutrição, mobilidade e longevidade!

Arrisco afirmar que a inteligência que circula em moléculas brilhantes de oxigênio, dentro do corpo que dança ao alongar e torcer na prática de Ásanas, é pura reverência à estrutura primária. O esqueleto é a fundação e sustentação do corpo, assim como o espírito é a fundação da vida.

Giro para um lado, para o outro, inspiro alongo, exalo torço, solto e libero toxinas de rigidez desnecessária, retenções de medo, acúmulo de descuidos e novamente respiro. Sinto meus ossos equilibrados e com mobilidade suficiente para a caminhada desafiadora.

Nesta simbiose que se testemunha após trabalhar todo o corpo em uma prática bem feita, pode-se sentir os encontros, em todas as dobras articulares, dos sólidos ossos com os conciliadores ligamentos e tendões. É nestes cruzamentos e encaixes acolhedores, bordados por origens e inserções musculares, que aprende-se a confiar e seguir.

O Yoga de que falo nesta descrição de livre fluxo do Prana por todos os órgãos vitais, é o Yoga Clássico – Hatha Yoga. Como traduzir a palavra Àsanas sem enquadrar um conceito sobre um movimento orgânico de puro movimento visualmente estático?

Ao praticar Àsanas por longas horas, você fica tão ali que pode sentir tranquilidade na mente, tranquilidade no coração, tranquilidade na circulação, expansão, respiração. Este estado pode proporcionar uma respiração que ora aprofunda até quase sumir, ora vai tão fundo encontrando os novos espaços conquistados pelas extensões e torções, ora encontra aquecimento pelo espessamento da mucosa das narinas que retém o Ar que ora entrou livremente e se demora suavemente para sair.

Ar que sai e entra como um fio luminoso e perde a identidade ao misturar-se com o Ar em volta e dentro.

Torções! Para um esqueleto atento, linhagem de perfeição e elegância. Elegância de exemplo. Mestre B. K. S. Iyengar, eterna Gratidão por poder fazer, através de seus estudantes, uma prática de Hatha Yoga com toda a potencialidade de ser nela, todos os oito braços do Yoga! Om Nama Shivaya!

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