Nicholas Roerich, José Arguelles, Bandeira da Paz e Tempo Natural

Escrito em: 23 de Janeiro de 2012 por Gisele de Menezes

Estamos em União pela Paz, pela Harmonia da mente e do Tempo Natural. Nicholas Roerich viveu pela Arte, pela Cultura e pela Paz! José Arguelles viveu pela Arte, pela Cultura, pela Paz, pelo retorno da Luz e pela Ponte Arco-Íris.

Percebemos o espaço, o mundo ao nosso redor, através de nossos sentidos. O que vemos, ouvimos, provamos, sentimos e tocamos, define o espaço. O espaço é algo limitado aos nossos sentidos. Hoje temos tecnologia e sempre tivemos imaginação para ir mais além, mas temos que retornar de qualquer ponto para, através de nossos sentidos, compreendermos o espaço. Ninguém poderá dizer a você que o outro lado da rua está a mil passos, certo? E o Tempo? Quem percebe o Tempo? O Tempo é percebido pela mente.

Se nosso instrumento de contagem do Tempo, que é o calendário gregoriano, é irregular, sem harmonia, sem lógica e sem fundamento científico, nossa mente corre um sério risco de ficar confusa, fraca e medrosa. Toda manifestação material advém primeiramente de uma criação da mente, certo? Então deve ser por isso que nosso mundo hoje é rodeado pelo caos social e ambiental.

Como poderemos mudar esta situação? Com mais produção? Mais carros? Mais dinheiro? Mais petróleo? Mais Estado? Mais coorporações? Mais religiões? Mais infra-estrutura? Mais armas? Pensemos por nós próprios. Nos últimos anos a produção aumentou, temos mais carros, mais dinheiro, mais óleo, mais Estado, mais coorporações, mais religiões, mais infra-estrutura e mais armas. E a qualidade de vida? E os direitos humanos? Pioraram. Temos mais violência, desvio moral, inversão de valores e a biosfera está comprometida.

É mais do que óbvio que precisamos mudar nossa mente. A mente comum da humanidade. E só há uma maneira de fazer isso. Uma maneira rápida, barata e que seja global. Temos que mudar o instrumento que usamos para contar o Tempo. E o instrumento mais simples e harmônico é o Sincronário de 13 Luas de 28 Dias.

Não tem propósito um caminho pela Paz que conte um Tempo irregular e desarmonizado do Cosmo, dos Ciclos Naturais e da Biosfera no seu meio cósmico.

Pois vejamos: o calendário gregoriano tem 12 meses irregulares de 28/29/30/31 dias. O nome de seus meses é em homenagem a Cesar Augusto (agosto), Julio Cesar (julho) e a Marte (março). Nada científico. Também não há lógica em setembro, que é 7, ser o mês 9, outubro de 8, ser o mês 10, novembro de 9, ser o mês 11 e dezembro de 10, ser o mês 12. Porque isso? Alguém já questionou? E se 16 de janeiro de 2012 é segunda-feira, que dia será 16 de fevereiro? Você sabe em que dia da semana nasceu? E o que importa se durante os 27 anos seguintes você não fará aniversário neste dia? Eis nossa maneira arcaica, medieval de contar o Tempo. E assim nossa mente inicia sua jornada aqui na Terra, totalmente confusa e sem vínculos com o Todo.

O Sincronário de 13 Luas de 28 Dias, como o nome já diz, são 13 Luas de 28 Dias, 13 x 28 + 1 = 365. O período de 28 dias é o ciclo biológico da mulher. O Sol gira em seu próprio eixo 13 vezes ao longo de um ciclo solar, ou ano; Cada um desses 13 giros do Sol acontece em um período de 28 dias. Isso é Harmonia! Esse é um sincronário perpétuo, onde todos os dias da semana são sempre os mesmos durante o passar dos anos. Sempre serão 52 semanas, 4 estações com 91 dias, com 1 dia-fora-do-tempo, que não é contado, para celebração mundial da Paz, do Perdão e da Arte. Um dia Verde. Os dados mostram uma total harmonia em todas as suas partes.

Nicholas Roerich, que canalizou a Bandeira da Paz, também esteve a frente do movimento de valorização da cultura e da Paz, o Pacto Roerich pela Paz, assinado no dia 15 de abril de 1935 por 21 países e posteriormente e até hoje por mais de 60 países.

No dia 25 de julho, com a Bandeira da Paz como sagrado símbolo, celebramos a União de todas as Ciências, Religiões e Artes, envolvidas pelo círculo da Cultura. Em algumas cidades já temos este dia como dia Municipal da Cultura e da Paz. Confira em sua cidade, solicite celebrar seu direito de liberdade. Una-se a essas Grandes Almas.

E agora uma triste verdade

Foi justamente esse dia-fora-do-tempo, dia 25 de julho, junto com 13, e não 12 meses, que fez a igreja católica refutar fortemente a tentativa de mudança do calendário e definitivamente libertar as pessoas do tempo artificial e mecanizado. Sim, houveram tentativas e vários debates a respeito. Augusto Comte apresentou o calendário de 13 meses e 28 dias em 1849, na Sociedade Positiva. Em 1900, foi organizada uma conferência em Elsenach, na Alemanha, para se discutir a reforma do calendário gregoriano, mas a resposta papal era sempre muito rígida em defesa do calendário atual. Em 1908, no Congresso Científico Pan-americano, no Chile, Carlos Hesse apresentou um calendário de 13 meses e 28 dias. A natureza lógica do calendário de 13 meses atraiu o magnata da English Railroad, Moses Costworth, que formou a Liga do Calendário Perpétuo Internacional. Em 1921, a Câmara do Comércio Internacional, em Londres, decidiu promover o calendário mundial e levou o assunto para a Liga das Nações. Durante a década de 20, Costworth atraiu o interesse de George Eastman, da Eastman Kodak, que organizou uma grande campanha a favor do Calendário Perpétuo. Só nos EUA, mais de cem empresários, de diversos ramos, estavam prontos para adotar o Calendário de 13 meses, pois a contabilidade se tornaria muito mais simples, e até porque nossa base econômica é o 13, vide o décimo-terceiro salário. Em 1931, o papa Pio XI argumentou que a quebra na sequência da semana, com um dia universal, traria caos e calamidade ao nosso mundo…

Incrível, caos e calamidade é justamente o que está acontecendo com a civilização que segue o calendário irregular e mecanizado de 12 meses!

Editorias de importantes jornais argumentaram em favor dessas dúvidas religiosas, e tomado como grande ataque a religião, com a quebra da sequência semanal, o projeto tropeçou e não resistiu aos argumentos conservadores da igreja. Com o apoio de contadores revoltados de várias organizações que desejavam criar uma atmosfera favorável a abolição do calendário gregoriano, foi feita mais uma tentativa frustrada de mudança em 1939. Em 1956, o Conselho Econômico e Social das Nações Unidas adiou indefinidamente a discussão sobre a reforma do calendário. Outras tentativas de se mudar o calendário foram em 1914, em a Reforma do Calendário, de Alexandre Philip, a Organização do Calendário Internacional, representada pelo Sr. Broughton Richmond e a Associação Mundial do Calendário, representada pela Sra. Elisabeth Acheles.

É razoável perguntar: Por que esperamos um padrão rigoroso de uniformidade em nossas medidas de espaço (tamanho, peso, volume, etc.), mas desprezamos ou ignoramos o mesmo requisito de uniformidade em nossa medido do Tempo, especialmente o Tempo que governa o nosso sistema diário social e a nossa consciência? Como podemos acreditar que isso não tem um efeito profundo subjacente na própria Natureza e condução de nossa sociedade?

A humanidade precisa de um fato novo. Um fato relativamente simples, mas de profunda implicância. Um fato que traga Harmonia e esperança, pois somente Harmonia traz Harmonia.

Então que nossa mente conte o Tempo de uma forma harmônica, regular, lógica, e que esse fato novo não ignore nossa Natureza material e concreta relacionada ao cérebro esquerdo, mas que dê a possibilidade à nossa Natureza, para manifestar intuição, criatividade, atemporalidade, compaixão e tranquilidade, trazendo equilíbrio entre os dois hemisférios, a Natureza dual de tudo o que É, e a vida como um todo.

Nossos esforços estão sendo feitos para salvar a economia, quando deveriam estar sendo feitos para salvar a biosfera. Sem biosfera, não há economia, nem futuro para as gerações vindouras. Nossos filhos e netos. Nós mesmos.

Em um mundo onde, com a mente desarmonizada acreditamos que “Tempo é dinheiro”, e quem manda no Tempo manda no dinheiro, fica difícil ter e ser Paz, certo?
Tempo é Arte, e isso vai se manifestar com a adoção do Sincronário de 13 Luas de 28 Dias.

A foto acima é de José Arguelles – Valun Votan, o encerrador do ciclo, recebendo uma homenagem dentro da Organização Mundial Nicholas Roerich, pelo seu trabalho de resgatar a Cultura, Arte, Ciência e a busca pela unificação das Religiões com a Bandeira da Paz como símbolo sagrado desse movimento.
In Lak’Ech – Eu sou um outro você –

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