Pequenos Seres Humanos

Escrito em: 8 de Agosto de 2009 por Gisele de Menezes

Ao ser contatada por uma amiga, mulher e mãe que está na Espanha, solicitando uma boa leitura que lhe auxiliasse na formação de seu pequeno filho recém chegado, parei para observar e então escrever este texto.

Ela é uma jovem mulher com a metade de minha idade, uma pessoa que admiro pelo que vejo e respeito pelo que ouço através de meus filhos, amigos dela antes de mim. Da mesma forma, ela me tem apreço, ou não pediria auxílio na tarefa de educar. Na observação que empreendi, coloquei-me em local público em um final de tarde tranqüilo na beira de uma pequena lagoa no centro de uma cidade a beira-mar. O local fica em uma praia próxima e é bem populoso apesar de se tratar de um período de rigoroso inverno nesta região.

Uma pequena criança de aproximadamente um ano e meio, passou em pequeninos passos acompanhada de sua paciente mãe e seu olhar cuidadoso sobre seu amado filho. Era um futuro adulto, uma bela miniatura do que será, mas como uma jovem criança, era cambaleante. Observei que o pequenino distraía-se facilmente com os sons e qualquer coisa em movimento lhe atraía a visão e mudava seu rumo. Observei que os pequenos e imaturos homenzinhos andam sem rumo, não tem memória lógica desenvolvida. Pensei que podem da mesma forma ter a memória de sua fonte divina muito imatura. Pensei que se assim é, então correm sérios riscos de não estarem conscientes da Divindade na idade adulta. Conheço tantos adultos perdidos, ansiosos, tristes, medrosos, prepotentes, fora do eixo, doentes e raivosos. Tive vontade de falar àquela mãe e a todas as mães dos pequenos adultos para que cuidem muito bem de seus filhos, que os alimentem com os melhores frutos, os mais puros grãos e as mais aromáticas ervas. Que lhes adocem o paladar com o mais puro mel e que não lhes empanturrem com gorduras hidrogenadas, açucares brancos, carne morta de seres vivos sacrificados e leite de vacas sofredoras. Que lhes deixem brincar com a Água e bebê-la sem medo, se essa estiver viva, é claro!

Pensei em dizer-lhes também, que não coloquem seus velhos medos à disposição de seus pequenos filhos e que não lhes deixem em frente aos televisores onde podem receber todo o tipo de estímulo nocivo à sua delicada saúde. Pediria a elas que se possível, passem muito tempo orientando seus passos e protegendo sua frágil integridade física, até que os pequenos possam manifestar o que vieram aqui fazer. Ou seja, até que manifestem a semente que ali se encontra e possam florescer no eterno jardim. Se este desabrochar ocorrer com o mínimo de influência externa, inclusive o de cada mãe, este pequeno será diferente de muitos adultos que hoje, morrem dia-a-dia no rigoroso frio da indiferença.

Ame tanto quanto seu filho e veja que ele é capaz de Amar qualquer forma de vida. Observe que inicialmente, ou primordialmente, ele é incapaz de fazer uma guerra. Simplesmente ele vive cada instante sem apegos ou desejos. Apenas se incomoda se sente dor, fome, frio, calor, sede ou sono. Nestes casos, facilmente pode ser atendido por você mãe, receber seu carinho, seus cuidados e sua atenção.

Alguém falou que dos pequeninos é o Reino dos Céus?

Que a Paz esteja com todos!

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