Compartilhar no Facebook – Mente Natural

Escrito em: 13 de Abril de 2013 por Gisele de Menezes

Interessante usar o Facebook como uma ferramenta de auto-conhecimento. Afinal, além de todos os nossos afazeres diários, conseguimos dedicar bastante tempo ao portal virtual da “onda”. Como auto-conhecimento, podemos ver o que nos atrai, o que nos repulsa, e mais uma infinidade de informações gerando posicionamentos e opiniões. E tudo passa muito rápido! Este é o terreno da impermanência! Nada parece estar ativando mais a nossa velha mania de esquecer.

Gostamos de algo e compartilhamos. Tenho observado que por mais que compartilhemos, trazendo aos nossos amigos as novidades, os eventos, as tendências e tudo o mais que queremos, quando caminhamos pelas ruas, a indiferença ainda nos endurece o coração. Temos que ficar indiferentes à miséria, à fome, à doença, à injustiça, à violência, à falta de consciência e à própria indiferença. Como podemos nos sentir bem se na maioria das vezes a ação está só no Facebook? Por vezes confirmamos presença em eventos que sequer estamos “a fim” de participar. Ora, ora…

Quando compartilhamos ou confirmamos, estamos contando para todos os nossos milhares de amigos, como somos, que lugar frequentamos, com quem andamos, o que valorizamos, o que repudiamos, mas… Estamos Íntegros? Vivemos aquilo em que acreditamos? Podemos responder essa pergunta, (se quisermos usar essas atitudes para auto-conhecimento é claro),  fazendo uma reflexão muito íntima. Quem realmente somos?

Hoje fiz uma descoberta razoável, estava pensando em tudo isso que me esforço para descrever neste texto e percebi que não podemos compartilhar uma experiência direta. Na minha opinião, nem mesmo uma foto consegue expressar a experiência real. Pense em um belo lugar, visualize esse belo lugar, o que pode ser comparado a estar nesse belo lugar? Se a mente é uma grande intérprete de tudo o que a ela é informado pelos órgãos de sentido, ou seja, pela direta experiência dos sentidos; e faz suas interpretações através de seus particulares e bem cultivados condicionamentos,  então estamos aumentando nossas experiências ilusórias quando usamos ferramentas virtuais. Errado?

Ainda usando o Facebook para auto-conhecimento, pensei em como pode ser delicada uma comunicação pela tela. Passa tudo tão rápido! Como poderíamos evoluir sem nos aprofundarmos, experimentarmos e aguardarmos pacientemente os resultados; assim como aguardamos uma orquídea florescer anualmente? Essa urgência que criamos está nos plastificando. Pode ser perigoso! Perigoso como suco de caixinha, que antes era maravilhoso, como proteína de soja, que antes era solução, como cosméticos testados em animais, que embelezavam pessoas ignorantes de sua natureza real, como fertilizantes químicos que destruíram o solo para o agricultor de hoje e amanhã; e ainda lembro de todas as tendências bombásticas que não tardam a mostrar suas consequências desastrosas. Tenham cuidado! Esse é o momento de “orar e vigiar”.

Você já observou como é fácil mostrar-se de alguma forma, fazer apologia a alguma verdade, emitir opinião sobre algum assunto, julgar alguma atitude, iniciar uma guerra, fazer uma intriga, ter muitos amigos no Facebook, curtir uma página de algo que você nem conhece realmente, levantar uma bandeira, ficar famoso, parecer feliz e ficar doente. E já observou como é difícil ser uma forma, viver uma verdade integralmente, receber uma crítica, não julgar, ser a Paz, cuidar de alguém, estar rodeado de amigos, ser sincero, compreender o impacto de uma bandeira, ser simples, realmente Feliz e curar-se?

Compartilho aqui uma dica. É uma atitude que tem me feito muito bem. Enquanto vamos usando a ferramenta, seria prático contarmos quanta energia damos a essa ferramenta e recolhermos a metade desse tempo e dedicarmos para a Meditação da Mente Natural. Essa ação tem uma experiência direta a nos oferecer e pode nos abrir o canal da telepatia com facilidade. Esse é um terreno de grandes compartilhamentos. Cultivando essa atitude não corremos o risco de estarmos alimentando tão caprichosamente um monstrengo no mínimo duvidoso.

Vou lá no Facebook compartilhar esse texto, assim uso os meios e justifico os fins. Ah, você já viu Matrix?

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3 comentários em: Compartilhar no Facebook – Mente Natural

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