De Mulher para Mulher – Rito de Passagem

Escrito em: 24 de Maio de 2019 por Gisele de Menezes

São vários os ritos de passagem, são muitos os desafios, é fascinante a Vida e, de mulher para mulher, aqui entre nós, já conhecemos a expressão – Ah, se eu soubesse! Ou ainda aquela exclamação – Se eu tivesse 20 anos com o que sei hoje aos 50…! Pois bem, vamos ter uma conversa de mulher para mulher sobre esses ritos de passagem?

Homens são convidados a acompanharem esta conversa feminina. Em algum nível de seus entendimentos lógicos, podem auxiliar neste momento aonde nossa sociedade se encontra dividida em vários aspectos. Esta polaridade, masculino/feminino, poderia ser fator de equilíbrio mas, ao contrário, vem causando desarmonias e desentendimentos.

Sobre os ritos de passagem, a saber, todos os momentos de nossas vidas ao sinalizarem de alguma forma que estamos deixando para trás uma etapa e iniciando a caminhada em outra, podem ser chamados de rito de passagem. Por eles só e, sós neles, aprendemos… Sim aprendemos, todos nós passamos por eles e crescemos certamente.

Se nós mulheres estivéssemos culturalmente mais bem preparadas, se os círculos entre nós fossem mais cultivados, se os contos e escutas respeitados e, se todos os ensinamentos que de alguma forma chegam até nós fossem verdadeiros e esclarecedores, toda a dança poderia se dar em um cenário de maior aceitação para menor sofrimento.

Seguras em nossas essências aproveitaríamos melhor a própria experiência.

Estamos imersas em um estilo de vida já definido na maioria das vezes, antes mesmo de termos ciência do que queremos de fato; somos estimuladas, desde a tenra idade, a cultivar hábitos diários herdados pelo convívio familiar desde sabe-se lá quando; ainda meninas passamos a responder emocionalmente condicionadas por experiências repetidas e, como se não bastasse, diariamente infringimos regras simples de uma boa, equilibrada e compatível alimentação.

Estes aspectos da vida como um todo, sejam estilo de vida, hábitos, emoções ou alimentação, são fatores determinantes do que nos tornaremos e dos efeitos que serão inevitavelmente vivenciados por todos nós ao longo de nossas jornadas.

Cada uma de nós mulheres tem suas particularidades, características, experiências, filtros de percepção e, estes básicos sinalizadores deveriam ser conhecidos e usados ao nosso favor. Entretanto, somos jogadas a fazer a mesma coisa que não dá certo para ninguém pois, apesar de não sermos receita de bolo, comumente somos colocadas em “formas” e assadas.

Somos bebês, meninas, mocinhas e mulheres em transformação! Somos como a lagarta em seu mágico ciclo que culmina no voo da borboleta e, é bem provável que a lagarta em sua tranquilidade, saiba sobre a borboleta que virá a ser, e que a borboleta em seu voo rodopiante e festivo, comemore a lagarta que deixou para trás.

E a menina ao brincar de boneca, sabe dos anseios de sua mãe? E a mãe ao perder a paciência com sua filha, reconhece a criança frustrada dentro de si? E a moça orgulhosa de seu frescor, sentindo-se longe da criança que foi, iludida com sua liberdade, inocente sobre as armadilhas do desabrochar, tem alguma compaixão pela avó na qual se tornará?

Sempre seremos especiais por nossos biológicos sistemas de reprodução e nutrição! Afinal Alguém que se preocupa com a continuidade da vida nos projetou assim!

Somos diferentes dos homens. Somos complexas e sensíveis ao ponto de podermos lidar com a vida em nosso ventre e também fora dele. A vida em nossos braços ou em outros braços, em nosso peito ou no peito de outra mulher.

Fomos meninas, somos mulheres, férteis, estéreis, santas, guerreiras, seremos avós. Queremos viver e ver nossos filhos ou os filhos de nossas irmãs viverem saudáveis, fortes e felizes! É isso que queremos.

Temos muito a aprender, sabemos. Aprendemos umas com as outras e honramos nosso Clã – Clã de Mulheres. Sendo assim, queremos entender o que nos faz bem, queremos escolher o que é melhor para nossos corpos, nossa mente, nosso espírito!

Qualquer coisa que seja diferente da vida, da doçura, da União, da Alegria, da perpetuação de todas as espécies divinamente brotadas em nossa Mãe Terra, temos certeza no fundo de nossas Almas femininas, que é um engano. Um engano cultivado por seres enganados em sua essência.

Toda a criança menina sangrará. Terá seu rito de passagem mesmo que não queira, não saiba, não comemore, não compartilhe, mesmo que doa, terá! Toda a menina moça se apaixonará, sonhará e se entregará ou será conquistada e assim se entregará. Deixará a mocinha para trás e este rito se dará! Toda a mulher que escolher ser mãe será, terá seus próprios filhos ou em seu infinito amor, terá os filhos de outra mulher que deles não pôde cuidar, e mãe será! E toda a mãe que, de alguma forma, seja no brilho de seus cabelos brancos ou na doação da vida, o amor de uma avó conhecerá. E uma coroa de flores celestiais usará, e reinará!

Como sabermos o que de nós será? Será como será. Cada mulher compreenderá de que ela será e nela a Deusa se manifestará. Porque assim é!

Toda mulher conhecerá as ervas, as medicinas de sua Boa Mãe Terra e, sábia por simples viver, compartilhará suas histórias em sagrados círculos ao longo de gerações irmãs. Aqui, ali ou acolá, toda a mulher aprenderá que é única e é forte na União e que a motivação maior é Viver! Viver em Harmonia e aprender sobre a saúde que ela mesma possa cultivar.

Abaixo algumas palavras da Terapeuta Bárbara Hocsman sobre o terceiro encontro – Menopausa – do curso Kaumara Bhritya Tantra – Os Ciclos Femininos. 

A entrada no climatério e a chegada da menopausa, são transições muito especiais na vida da mulher, entretanto algumas delas passam por esta experiência com mais dificuldades do que outras. Durante nossos cursos de Kaumara Bhritya Tantra, quando abordamos o módulo que trata deste momento, aprendemos todos os recursos disponíveis para lidar com os desconfortos inerentes a estas mudanças, auxiliando na melhora do equilíbrio físico, hormonal e emocional.
Nesta fase o sutil se sobrepõe ao denso, a energia antes canalizada em atividades mais demandantes, agora esta muito mais disponível, só que ela se apresenta de uma outra forma, trazendo em si muito mais delicadeza. O corpo e a mente desta mulher agora estão em seu ápice de expansão, criatividade, e sensibilidade.
Tudo isso é resultado de um amadurecimento que pode ser saudável. Começamos a envelhecer assim que nascemos e, para que todas as etapas possam ser vividas em equilíbrio, alimentação, rotina, exercícios, massagem e todas as ferramentas propostas pelas ciências milenares do Ayurveda e do Yoga, podem ser conhecidas e aplicadas.
E assim, em sagrados círculos femininos seguimos…

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